
(“Zumbi Plural”)
“A liberdade, há muito desejada, nunca veio sem sangue, sem dor, sem a resistência daqueles que foram negados. O nome é Zumbi, o símbolo é Palmares, mas essa história não é apenas do passado. Ela é presente. Ela é plural. Hoje, os Zumbis não habitam os quilombos, mas os guetos, as esquinas, as almas que ainda resistem. Quem são os Zumbis de agora? Onde estão seus Palmares? Hoje, nós perguntamos, como antes perguntaram: somos livres ou estamos aprisionados em uma nova forma de escravidão?”
(“Liberdade ou Ilusão?”)
“Nos ensinaram a acreditar que a liberdade é o fim da luta. Mas e se a liberdade for uma miragem, uma ilusão criada para nos manter presos de outras formas? O grilhão mudou de forma, de aço para invisível, de corpo para mente. Estamos livres? Ou apenas trocamos correntes visíveis por invisíveis? Eis a dúvida que atravessa gerações. Liberdade… ou ilusão?”
(“Os Algozes do Presente”)
“Quando o inimigo é visível, a luta é clara. Mas e quando o algoz se esconde dentro de nós mesmos? Nas esquinas escuras da mente, nas feridas nunca curadas, nos traumas que carregamos sem perceber? Quantos de nós nos tornamos nossos próprios carrascos, perpetuando um ciclo de dor e violência? O opressor não veste mais o uniforme da escravidão… agora ele habita dentro de cada um de nós. Olhe ao redor, e olhe para dentro. Somos nossos próprios algozes?”
(“Escritas Malditas”)
“O que é contado como história oficial é apenas uma fração da verdade. Muito foi silenciado, enterrado em catacumbas, escondido em papéis que nunca viram a luz do dia. Mas as histórias malditas sempre encontram um jeito de emergir. Elas gritam nas entrelinhas, sussurram em ventos esquecidos. Chegou a hora de trazer à tona o que foi ocultado. As palavras que nos amaldiçoaram agora serão nossa libertação.”
(“Consciência Sem Rótulos”)
“A cor da pele, o nome, a história, as bandeiras… tudo isso são rótulos que nos separam, que criam muros invisíveis entre nós. Mas e se olharmos além? Se enxergarmos o que realmente somos: humanos. Mais que rótulos, mais que aparências. A consciência é o que nos une, o entendimento profundo de que somos um só povo. E se, no fim, não houvesse mais cores nem rótulos? Apenas a essência de quem somos. É a consciência que nos liberta.”
(“Consciência Sem Rótulos”)
“Hoje, cantamos, dançamos, lutamos. Mas amanhã… o que faremos? O que você, que nos assistiu, levará consigo? O espetáculo termina aqui, mas a história continua lá fora, nas ruas, nas escolas, nos lares. Somos todos Zumbis em nossa luta por liberdade. A liberdade que sonhamos só será real quando cada um de nós se tornar parte ativa dessa mudança. Que a consciência, sem rótulos, guie nossos passos. Que a liberdade, enfim, seja real.”