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Paixão de Cristo – na Cidade Santa

APRESENTAÇÃO

“Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (1 Pedro 3.18).

…assim, o mundo anualmente, por costume unicamente cristão, relembra uma vez por ano o desapegar deste mundo humano, do Senhor Jesus Cristo.

Naturalmente que quase todas as religiões buscam a comemoração por diversas formas ou meios da sua Ressurreição como forma de lembrar o sofrimento daquele que até hoje é o único homem a se sacrificar por outros.

Com base nesta premissa, considerando o imenso universo de adoradores da figura de Jesus, muitos empreendimentos têm sido levantados e apresentados fazendo sucesso e levando às multidões, diversas formas de relembrar os episódios do passado, hoje tão atuais e presentes na vida de milhões de pessoas pelo mundo.

No contexto acima, destacam-se as apresentações coletivas, filmes e mostras que retratam conforme a Bíblia nos revela, a história da morte de Jesus, em contextos diferentes, abrangentes, às vezes tendenciosos para grupos “a” ou” “b”, mas sem perder de vista o foco principal – relembrar a figura de Jesus, morto e crucificado, segundo a Bíblia, para salvar a humanidade.

Os espetáculos teatrais tem atraído a atenção de milhões de pessoas pelo Brasil à fora e levado mensagens de paz, fraternidade e amor, quando durante a chamada “Semana Santa” atraem milhares de pessoas para assisti-los.

Um dos maiores destaques destes espetáculos, considerado o maior do mundo a céu aberto, está situado em Pernambuco, na localidade de Nova Jerusalém, cuja abrangência já se tornou mundial, atraindo milhares de turistas anualmente, antes, durante e depois da realização do espetáculo.

Na Bahia, as iniciativas são esparsas e independentes, sendo realizados espetáculos em muitas cidades baianas, levando a Paixão de Cristo ao interior.

Em 2019/2020, e adiante, este projeto propõe realizar o maior espetáculo teatral sobre o tema na Cidade Santa, projeto de grande monta e repercussão, que vem sendo implantado em Dias D’ávila, abrangendo o projeto da Cidade Santa e o Espetáculo em algo inimaginável, a ser montando dentro do  grande empreendimento que mostrará aos baianos e ao mundo a capacidade, o talento e a determinação do artista local, ressaltando o espírito empreendedor do empresário baiano deste nosso grande complexo petroquímico e de serviços e porque não dizer da nossa prospera e futurística Dias D’ávila.

O Espaço CIDADE SANTA, entre os meses de dezembro de março, será transformado numa autentica cidade cenográfica nos moldes do Sambódromo do Rio de Janeiro, local onde serão montados em carros alegóricos os cenários da Paixão de Cristo.

Neste ponto, destaca-se o diferencial da montagem em questão,  que será disposta em cenas circulares no entorno do Público, ou seja, não será necessário a movimentação do Público para acompanhar a encenação, visto que os cenários são moveis e ajustados aos olhos do Público que do ponto que estiver terá visão absoluta das cenas e dos cenários.

Por isto que os cenários serão montados em alegorias moveis,  acopladas em trios e/ou em carrocerias de caminhão dispostos sequencialmente, como nos desfiles de Escolas de Samba, inclusive com aporte a Dispersão…

O que é a paixão de Cristo

A Paixão de Cristo na Cidade Santa é a narrativa do calvário de Jesus Cristo, desde o Nascimento e Infância e a partir do momento em que ele é preso no Monte das Oliveiras, após a realização da última ceia com os apóstolos, até a sua morte na cruz.

Na mesma noite em que é preso sob ordem de Caifás, o sumo sacerdote e maior autoridade do povo judeu, ele é julgado de forma sumária pelo Sinédrio, conselho dos anciões e suprema corte judaica.

Acusado de blasfemo por se apresentar como o Rei de Israel, Jesus é condenado à morte. Como a região da Judéia estava sob domínio do Império Romano, caberia a Pôncio Pilatos, autoridade máxima romana na região, aplicar a punição.

Pilatos, em função da proximidade da Páscoa, ofereceu a possibilidade de suspensão da condenação de Jesus, mas a multidão que estava no local incitada pelos sacerdotes preferiu que a liberdade fosse dada a Barrabás, um ladrão e assassino também condenado à morte.

A partir da sentença proferida de forma definitiva por Pilatos, Jesus teria passado pelos flagelos que os romanos impunham aos condenados. Entre eles, ser açoitado pelo flagellum taxillatum, espécie de chicote com três ramais que terminavam em bolas de metal com relevos e unidas por arame, e carregar até o local da crucificação a trave horizontal da cruz.

A paixão de Cristo é principalmente essa passagem das últimas horas da vida de Jesus, da última ceia até a sua morte na cruz, quando seu sofrimento teria sido uma prova de sua doação total e incondicional para redimir os pecados da humanidade, segundo os preceitos Bíblicos.

Mas os eventos da Semana Santa rememoram outros acontecimentos importantes em torno da paixão de Cristo. Eles começam no domingo de ramos, que relembra a chegada de Jesus a Jerusalém, na semana da Páscoa judaica.

Para receber Jesus, que vinha da Galiléia, o povo teria cortado ramos de árvores e folhas de palmeiras para forrar o chão onde ele teria passado montado num jumento. Também segurando folhas de palmeiras, parte da população de Jerusalém o teria saudado como rei dos judeus, filho do rei Davi e messias.

Tal recepção teria feito com que sacerdotes e autoridades locais vissem em Jesus uma ameaça ao seu poder. Nesse mesmo domingo, ao chegar ao Templo Sagrado, Jesus teria se indignado com a presença de mercadores no local.

A semana da Páscoa judaica levava milhares de pessoas a Jerusalém e ao Templo, onde faziam suas oferendas e rituais junto aos altares sagrados. Era uma oportunidade de ouro para os mercadores fazerem seus negócios.

Mas Jesus os teria considerado profanadores e procurou afastá-los dali. A Semana Santa, que começa com o domingo e tem na Sexta-Feira Santa a celebração da Paixão de Cristo, encerra-se com o domingo de Páscoa, que relembra o que teria sido a ressurreição de Jesus Cristo.

Uma história conhecida e sempre querida por todos durante a semana santa, que em Camaçari será encenada num espaço magnífico diante de um cenário estonteante, com efeitos tecnológicos e pirotécnicos surpreendentes.

paixão de Cristo é uma das histórias mais conhecidas e revividas no planeta. Nas últimas décadas, tornou-se também uma das mais polêmicas. Um dos motivos são as versões cinematográficas que lançaram novos olhares sobre o episódio bíblico.

Uma delas, dirigida por Mel Gibson, um católico tradicionalista, mereceu pelo menos 30 artigos do New York Times no ano de seu lançamento em 2004, em função das suas imagens violentas e chocantes e dos protestos de religiosos que a consideraram “anti-semita”

Do cinema hollywoodiano aos tradicionais rituais nas paróquias de bairro, a narrativa da paixão de Cristo tem motivado as maiores demonstrações de fé da humanidade, inspirado produções artísticas e gerado lucrativas receitas.

O filme dirigido por Mel Gibson, por exemplo, teve um custo em torno de US$ 30 milhões e faturou mais de US$ 600 milhões no mundo inteiro (uma das 40 maiores bilheterias de todos os tempos). No Brasil, uma superprodução teatral realizada em Nova Jerusalém (Pernambuco), uma cidade cenográfica de cem mil metros quadrados, reúne um elenco de estrelas para encenar a paixão de Cristo para cerca de 70 mil espectadores, que pagam entre R$ 30 e R$ 40 por ingresso.

Na origem de tudo isso está à celebração cristã que revive aqueles que teriam sido os últimos momentos da vida de Jesus. A paixão de Cristo faz parte da chamada Semana Santa, que concentra algumas das mais importantes datas do cristianismo, como o domingo de Ramos, a Sexta-Feira Santa, o sábado de Aleluia e o domingo de Páscoa.

A mais famosa encenação da paixão de Cristo no Brasil é a que acontece em Nova Jerusalém, cidade cenográfica construída próxima ao município de Brejo da Madre de Deus, no interior de Pernambuco.

A teatralização dos últimos momentos da vida de Jesus também ganhou ares de superprodução em uma cidade do interior de São Paulo. Encenada às margens do Rio Piracicaba, com cerca de 500 atores voluntários, em 12 palcos e com uma hora e meia de duração, a “Paixão de Cristo de Piracicaba” acontece desde 1990 e chega a atrair cerca de 30 mil pessoas durante os oito dias em que fica em cartaz.

Outras 30 mil pessoas devem assistir à encenação da versão da paixão de Cristo feita na cidade de Maringá, no Paraná. Onde desde 2004, acontece a encenação ao ar livre na praça em frente à catedral da cidade. Já em João Pessoa, na Paraíba, a teatralização dos últimos momentos da vida de Jesus, ganha elementos contemporâneos e circenses como trapézios e camas elásticas. Em 2007, a encenação foi feita a partir do texto da dramaturga Cely de Freitas e narrava à história de Jesus a partir do olhar de três lavadeiras (Maria da Graça, Maria das Dores e Maria da Glória).

Além das teatralizações pelo Brasil, a paixão de Cristo rendeu nas últimas décadas versões cinematográficas internacionais polêmicas. “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, é a mais recente de uma série de interpretações contemporâneas dos momentos mais importantes do que teria sido a história de Jesus.

Filmes como “A Última Tentação de Cristo” (1988), dirigido por Martin Scorsese, ou até mesmo a ópera-rock “Jesus Cristo Superstar” (1973), dirigida por Norman Jewison, fazem parte de uma filmografia que reflete a diversidade de interpretações que essa narrativa bíblica tem oferecido. Destaca-se entre as filmagens da obra da Paixão de Cristo o musical GODSPELL  A ESPERANÇA, encenada em meio a prédios, pontes e praças de New Yorck, com uma cena épica sobre as torres gêmeas explodidas numa ação terrorista em 11 de setembro de 2001, valendo destacar que este clássico cinematográfico nasceu de um grupo de teatro tradicional de rua e conta com um elenco de 12 atores que vivem a montagem num clima de grande absorção popular.

A PROPOSTA PARA O ESPAÇO CIDADE SANTA EM DIAS D’ÁVILA.

De posse deste conhecimento, a ASSOCIAÇÃO DOS CONDUTORES DE VEÍCULOS DE TRAÇÃO ANIMAL (ACOVETRA), que conta com o apoio técnico e logístico dos precursores deste espetáculo no município de Camaçari,  vem apresentar a presente proposta para a realização do espetáculo Paixão de Cristo na Cidade Santa, no Espaço Projeto CIDADE SANTA, evento a ser realizado na forma dos desfiles das escolas de samba do rio de Janeiro, com cenários montados em carros alegóricos ou trilhos cinematográficos, que transporão o espaço cênico determinado para a encenação do espetáculo teatral de forma a deixar a plateia o tempo todo nos seus respectivos assentos ou nos camarotes instalados no entorno evitando-se o cansativo circular das montagens tradicionais. Esta iniciativa é de importância ímpar para a cultura local e baiana abrangendo toda a região Metropolitana, já permeado de tradições e cultura secular, ESPECIALMENTE, SERVIRÁ PARA CONSOLIDAR O PROJETO CIDADE SANTA.

A estimativa é de atração de um público composto por cerca de 30 mil pessoas dia, no primeiro ano, o que atrairá para a região movimentação físico/financeira e colocará a cidade definitivamente no cenário do turismo religioso baiano e nacional.

Para que este evento possa acontecer, idealiza-se neste projeto uma estrutura capaz de dar sustentação ao público que assistirá ao espetáculo, nos oito dias de sua realização, já que haverá oito apresentações seguidas, a começar no domingo de ramos, terminando no domingo de páscoa com um grande show musical ecumênico.

Outro fator determinante para o sucesso do empreendimento é a utilização de mão local, oriunda das escolas publicas e de projetos sociais voluntários, das igrejas e dos seus grupos de jovens, oportunizando a juventude artística a se especializarem de uma obra qualificada, tanto com relação a atores, diretores, apresentadores, quanto aos profissionais que estarão trabalhando diretamente na montagem da estrutura.  Isto se dará com a contratação de técnicos e até de empresas idôneas garantindo-se uma qualidade cênica profissional, capaz de consolidar o projeto para os anos seguintes.

Nesta proposta estaremos detalhando a seguir os seguintes temas e abordando as atuações em cada setor. Procurou-se adotar a máxima da extensão fotográfica com o mínimo de textos possíveis, já que são desnecessários grandes prolongamentos escritos.

DETALHAMENTO

1.0  *             O ESPETÁCULO

2.0  *             A CIDADE CENOGRÁFICA

3.0  *             MÍDIAS

4.0  *             LOCAL/LOCALIZAÇÃO

5.0         *      ATORES/DIRETORES/ETC

1.1 *              O ESPETÁCULO

O espetáculo da Paixão de Cristo 2019/2020, terá a duração de pouco mais de duas horas será iniciada  em flash back. Quando do Nascimento do Menino Deus, sob o testemunho dos Reis Magos, prossegue-se com o Batismo nas águas do Rio Jordão até o encontro com Pilatos que anuncia a sentença da crucificação, começando nos super-telões dispostos nos cenários as lembranças de Cristo – que vão desde as passagens mais trágicas, como a traição de Judas, até as mais felizes, a exemplo do Sermão da Montanha e a da Última Ceia.

2.1 *             O projeto contempla a criação de um grande teatro ao ar livre a ser montado no Espaço CIDADE SANTA, com cerca de 60 mil metros quadrados. O local será DECORADO CENOGRÁFICA MENTE com estruturas e adereços construídos moldados nas características da Roma antiga,  transformando o Espaço  num autentico território de característica da época. Dentro da estrutura cênica estará sendo montada toda a estrutura cenográfica. Para encenação da Paixão de Cristo. Serão aproveitadas as laterais do Espaço e o entorno, com todas as curvas de nível que serão aproveitadas para dar configuração especial ao local proporcionando também acomodações para o público que poderá sentar-se para assistir comodamente o espetáculo, num semi-circulo estruturado com Cadeiras Numeradas e por Camarotes, todos fixos, sem a necessidade de movimentação da plateia.

Por razões de segurança, ao longo destes adereços e estruturas serão construídas torres metálicas que servirão de suporte  de vigilância, sonorização e iluminação direcional. No interior da cidade cenográfica as alegorias serão construidas em seus carros e estruturas alegóricas, na forma de palcos sob rodas, ou sobre trilhos  reproduzirão os cenários naturais de época, incluindo os palácios além do Templo de Jerusalém, todas estas  obras cenográficas monumentais, serão concebidas por vários técnicos liderados por  cenógrafos e serão reutilizadas anualmente com os devidos ajustes técnicos e tecnológicos ano a ano. Ou seja, a partir do do terceiro ano, o projeto será autônomo e já contará com toda estrutura técnica profissional capaz de atrair, investidores, ao invés de patrocinadores, gerando centenas de empregos diretos e indiretos.

2.2.0   *             COMPOSIÇÃO DA CIDADE CENOGRÁFICA

2.2.1   *             PALCOS

2.2.1.1*            SERMÃO DA MONTANHA

Cena em destaque com interação da Plateia. O Sermão da Montanha, é um longo discurso de Jesus Cristo, que pode ser lido no Evangelho de Mateus, mais precisamente do capítulo 4, versículo 23, ao capítulo 7. Nestes discursos, Jesus Cristo profere lições de conduta e moral, ditando os princípios que normatizam e orienta a verdadeira vida cristã, uma vida que conduz a humanidade ao Reino de Deus e que põe em prática a vontade de Deus, que leva à verdadeira libertação do homem. Estes discursos podem ser considerados por isso como um resumo dos ensinamentos de Jesus a respeito do Reino de Deus, do acesso ao Reino e da transformação que esse Reino produz.

Além de importantes princípios éticos-morais, pode-se notar grandes revelações, pois aquilo que muitas vezes é tido por ruim, por desagradável, diante de Deus é o que realmente vai levar muitos à verdadeira felicidade. Esta passagem forma um paradoxo, contrariando a ideia de muitos e mais uma vez mostrando que “… ‘Deus não vê como o homem vê, já que o homem vê a aparência, mas Deus sonda o coração” (I Samuel 16.7). .

No Sermão da Montanha o evangelista Mateus está a apresentar Jesus Cristo como o novo Moisés, daí o discurso ser proferido numa montanha (talvez, apenas uma colina), pois Moisés tinha recebido os 10 Mandamentos no monte Sinai. Mas, Jesus não veio para abolir a Lei ou os Profetas, mas sim completá-los na sua íntegra (Mt 5, 17).

     2  * TEMPLO JERUSALÉM/CENÁCULO

O Cenáculo reside no andar superior de um edifício no Monte Sião, em Jerusalém, o edifício está agora na Igreja da Dormição, atrás da casa franciscana. O atual quarto tem um estilo gótico particular de século XIV. Segundo o arqueólogo Bargil Pixner , no decurso dos séculos diversos edifícios foram construídos sobre o cenáculo:

O edifício original foi uma sinagoga provavelmente utilizada por judeus e cristãos. O edifício foi poupado durante a destruição de Jerusalém sob Tito (70 d.C.), e três paredes originais ainda existem: o Norte, Leste e Sul.

O imperador romano Teodósio I construiu uma igreja octogonal (o “Igreja de Teodósio” ou “Santa Igreja de Sião”) ao lado da sinagoga (que foi chamada de “Igreja dos Apóstolos”). A construção da Igreja de Teodósio, provavelmente começou em 382 d.C., foi consagrada por João II, bispo de Jerusalém, em 394 d.C.

Alguns anos mais tarde, em 415 dC, o bispo João II alarga a Santa Igreja de Sião, transformando-na em uma grande e retangular basílica com cinco naves, sempre ao lado da Igreja dos Apóstolos. Este edifício foi mais tarde destruído por invasores persas, em 614 d.C. e, pouco depois parcialmente reconstruída pelo patriarca Modesto.

Em 1009 d.C o edifício foi arrasado pelos muçulmanos sob o comando do califa Al-Hakim e pouco tempo depois reconstruído pelos Cruzados, sendo uma basílica com três naves e uma alusão a Santa Maria. Este edifício, pela primeira vez incluiu e preservou os muros da antiga sinagoga judaico-cristã. No lado oeste da sinagoga. A basílica foi destruída em 1219 pelo sultão de Damasco.

Monges Franciscanas cuidaram do Cenáculo, restaurando também o edifício com abóbadas góticas, de 1333 a 1552, quando os turcos capturaram Jerusalém e baniram todos os cristãos. Após isso, os frades franciscanos foram despejados, e o cenáculo foi transformado em uma mesquita, conforme evidenciado pela mihrab na direção de Meca e uma inscrição árabe proibindo orações públicas no local. Cristãos não foram autorizados a voltar até o estabelecimento do Estado de Israel em 1948 e mesmo assim até a atualidade a realização de missas no local é proibido, o que é considerado uma grande falta de respeito, por ser o local em que segundo a Bíblia, Jesus instituiu o sacramento da Eucaristia.

O Cenáculo é dividido por três pilares em três naves. Os pilares e os arcos, janelas e outros elementos arquitetônicos góticos, uma clara indicação da sala foi construída pelos Cruzados no início do século XII, em cima de uma estrutura muito mais antiga. A estrutura mais velha, de acordo com as pesquisas arqueológicas, foi uma igreja-sinagoga das primeiras comunidades cristãs de Jerusalém.

3  * HORTO/JARDINS

Quando Jesus, depois da instituição do SS. Sacramento, saiu do Cenáculo com os onze Apóstolos, já tinha a alma oprimida de aflição e crescente tristeza. Conduziu os onze, por um desvio, ao vale de Josafá, dirigindo-se ao monte das Oliveiras. Ao chegarem ao portão, vi a lua, ainda não inteiramente cheia, levantar-se por cima da montanha. Andando com os Apóstolos pelo vale, disse-lhes o Senhor que lá voltaria um dia, para julgar o mundo, mas não pobre e sem poder como hoje, e que então muitos, com grande medo, exclamariam: “Montes, cobri-nos”.

Os discípulos não O compreenderam, pensando, como muitas vezes nessa noite, que a fraqueza e o esgotamento os faziam delirar. Ora andavam, ora paravam, conversando com o Mestre. Disse-lhes também Jesus:

“Vós todos haveis de escandalizar-vos em mim esta noite”; pois está escrito:“Tirarei o pastor, e as ovelhas serão dispersas. – Mas, quando tiver ressuscitado, preceder-vos-ei na Galiléia”.

Os Apóstolos estavam ainda cheios de entusiasmo e amor, pela recepção do SS. Sacramento e pelas palavras solenes e afetuosas de Jesus. Comprimiam-se Lhe em torno, exprimindo-Lhe de vários modos o seu amor e protestando que não O abandonariam nunca. Mas, como Jesus continuasse a falar no mesmo sentido, disse-lhe Pedro:

“E, se todos se escandalizarem por vossa causa, eu nunca me escandalizarei”.

Respondeu-lhe o Senhor:

“Em verdade te digo, tu mesmo três vezes me negarás esta noite, antes do galo cantar”.

Pedro, porém, não quis conformar-se de modo algum e disse:

“Mesmo que tivesse de morrer convosco, não vos havia de negar”. Assim falaram também todos os outros. Continuavam andando e parando alternadamente e a tristeza de Jesus aumentava cada vez mais. Queriam os Apóstolos consolá-Lo de modo inteiramente humano, assegurando-lhe que não aconteceria tal. Nesses vãos esforços se cansaram, começaram a duvidar e veio-lhes a tentação.

Atravessaram a torrente Cedron, não pela ponte, sobre a qual Jesus foi depois conduzido preso, mas por outra, porque tinham tomado um desvio.

Getsêmani, situado no monte das Oliveiras, para onde se dirigiram, fica a meia hora certa do Cenáculo, pois do Cenáculo À porta que dá para o vale de Josafá, se leva um quarto de hora e dali ao Getsêmani outro tanto.

Este lugar, no qual Jesus ensinou algumas vezes aos discípulos, passando ali a noite com eles nos últimos dias, consta de algumas casas de pousada, abertas e desocupadas e de um largo jardim, cercado de sebe, no qual há somente plantas ornamentais e árvores frutíferas.

Os Apóstolos e diversas outras pessoas tinham a chave deste jardim, que era um lugar de recreio e de oração. Gente que não tinha jardim próprio fazia às vezes festas e banquetes ali. Havia também vários caramanchões de folhagem espessa, num dos quais ficaram naquele dia oito Apóstolos e alguns outros discípulos, que se lhes juntaram mais tarde.

O horto das Oliveiras é separado do Jardim de Getsêmani por um caminho e estende-se mais para o alto do monte. É aberto, cercado apenas de um aterro e menor do que Getsêmani, um canto cheio de grutas e recantos, em que por toda a parte se vêem oliveiras. Um lado era mais bem tratado; havia nele assentos, bancos de relva bem cuidados e grutas espaçosas e sombrias. Quem quisesse, podia ali facilmente achar um lugar próprio para a oração e meditação. Era à parte mais sem cuidados que Jesus ia rezar.

3  * PALÁCIO DE HERODES

Pôncio Pilatos, o Governador romano da Judeia, tentara convencer os Judeus de que Jesus não merecia nenhuma punição, por não ter feito nada pelo qual tivesse de ser condenado.

Declarou-O, por isso, inocente.

Porém, em vez de mandá-lo soltar, como faria qualquer juiz minimamente digno desse nome, preferiu remeter o assunto para  o rei Herodes, na esperança de ele. O condenar ou o absolver, libertando-se assim do pesado fardo de ter de aguentar as turbas comandadas pelos escribas, saduceus, chefes dos sacerdotes e anciãos do povo. Pilatos executava assim a sua primeira lavagem das mãos no processo judicial em que Jesus estava envolvido.

No trajeto em direção ao palácio, Jesus sofreu os insultos, as pedradas, o lixo que lhe atiravam a troça, o escárnio, às provocações de uma turba que respirava ódio, o ódio que as autoridades religiosas  do Templo tinham atiçado nela. Jesus aguentou tudo sem a mínima queixa, sem o mínimo protesto. Como em outras fases da Sua Paixão, não abriu a boca e deixou-se conduzir como cordeiro levado ao matadouro (Is 53, 7).

3  * O FÓRUM/Tribunal

O julgamento de Jesus no Sinédrio é um episódio da vida de Jesus e ocorre logo após a sua prisão em Jerusalém e antes do julgamento de Pilatos. O evento está relatado nos quatro evangelhos canônicos, embora o Evangelho de João não faça uma menção específica ao Sinédrio neste contexto. Os relatos estão em Marcos 14:53-65, Mateus 26:57-68, Lucas 63:71 e João 18:12-24.

Uma harmonia evangélica retrata Jesus e seus apóstolos celebrando a Páscoa judaica na forma da Última Ceia, Jesus sendo traído por Judas Iscariotes e sendo preso no Getsêmani. Jesus então é levado à casa do sumo-sacerdote, onde ele é zombado e surrado. Ele permanece quieto no geral, sem apresentar uma defesa e raramente respondendo às acusações, terminando condenado pelas autoridades judaicas quando ele se recusa a negar ser o Filho de Deus. Os líderes judeus então o levam para Pôncio Pilatos, o governador da província romana da Judeia, e pedem-lhe que decrete a pena de morte sobre Jesus sob a alegação de que ele seria o rei dos judeus.

O julgamento provavelmente ocorreu de maneira informal, numa quinta à noite e, novamente, na sexta de manhã, provavelmente no ano 33 d.C

4  * VIA SACRA

Via Crúcis (do latim Via Crucis, “caminho da cruz”) é o trajeto seguido por Jesus carregando a cruz, que vai do Pretório até o Calvário. O exercício da Via Sacra, como também é chamado, consiste em que os fiéis percorram mentalmente a caminhada de Jesus a carregar a Cruz desde o Pretório de Pilatos até o monte Calvário, meditando simultaneamente à Paixão de Cristo. Tal exercício, muito usual no tempo da Quaresma, teve origem na época das Cruzadas (do século XI ao século XIII): os fiéis que então percorriam na Terra Santa os lugares sagrados da Paixão de Cristo, quiseram reproduzir no Ocidente a peregrinação feita ao longo da Via Dolorosa em Jerusalém. O número de estações, passos ou etapas dessa caminhada foi sendo definido paulatinamente, chegando à forma atual, de quatorze estações, no século XVI . O Papa João Paulo II introduziu, em Roma, a mudança de certas cenas desse percurso não relatadas nos Evangelhos por outros quadros narrados pelos evangelistas. A nova configuração ainda não se tornou geral. O exercício da Via Sacra tem sido muito recomendado pelos Sumos Pontífices, pois ocasiona frutuosa meditação da Paixão do Senhor Jesus.

Esta reflexão é baseada em quatorze estações ou etapas, em que cada uma apresenta uma cena da Paixão a ser meditada pelo discípulo de Cristo:

Estação     :           1 : Jesus é condenado à morte

Estação     :           2 : Jesus carrega a cruz às costas

Estação     :           3 : Jesus cai pela primeira vez

Estação     :           4 : Jesus encontra a sua Mãe

Estação     :           5 : Simão Cirineu ajuda a Jesus

Estação     :           6 : Verônica limpa o rosto de Jesus

Estação     :           7 : Jesus cai pela segunda vez

Estação     :           8 : Jesus encontra as mulheres de Jerusalém

Estação     :           9 : Terceira queda de Jesus

Estação     :           10: Jesus é despojado de suas vestes

Estação     :           11: Jesus é pregado na cruz

Estação     :           12: Jesus morre na cruz

Estação     :           13 : Jesus morto nos braços de sua Mãe

Estação     :           14 : Jesus é enterrado – sepulcro

Estação     :           15 : Ressurreição

     5  * CALVÁRIO

Calvário (em aramaico Gólgota) é o nome dado à colina que na época de Cristo ficava fora da cidade de Jerusalém, onde Jesus foi crucificado. Calvaria em latim,Κρανιου Τοπος (Kraniou Topos) em grego e Gûlgaltâ em transliteração do aramaico. O termo significa “caveira”, referindo-se a uma colina ou platô que contém uma pilha de crânios ou a um acidente geográfico que se assemelha a um crânio.

O Calvário é mencionado em todos os quatro evangelhos, quando relatam a crucificação de Jesus: Evangelho de Mateus 27:33; E eles chegaram a um lugar chamado Gólgota, que significa o Lugar da Caveira;  Evangelho de Marcos 15:22; E eles levaram-no ao lugar chamado Gólgota, que é traduzido por Lugar da Caveira;  Evangelho de Lucas 23:33; Então eles chegaram ao lugar chamado de Caveira; Evangelho de João 19:17 E carregando ele mesmo a sua cruz, saiu para o assim chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota.  Lugar alternativo do Monte Gólgota, a leste de Jerusalém, próximo ao Jardim do Túmulo. O Novo Testamento descreve o Calvário como perto de Jerusalém (João 19:20), e fora das muralhas da cidade (Epístola aos Hebreus 13:12). Isso está de acordo com a tradição judia, em que Jesus foi também enterrado perto do lugar de sua execução.

O imperador romano Constantino, o Grande construiu a Igreja do Santo Sepulcro sobre o que se pensava ser o sepulcro de Jesus em 326 –335, perto do lugar do Calvário. De acordo com a tradição cristã, o Sepulcro de Jesus e a Verdadeira Cruz foram descobertos pela imperatriz Helena de Constantinopla, mãe de Constantino, em 325. A igreja está hoje dentro das muralhas da Cidade Antiga de Jerusalém, após a expansão feita por Herodes Agripa em 41-44, mas o Santo Sepulcro estava provavelmente além das muralhas, na época dos eventos relacionados com a vida de Cristo.

Dentro da Igreja do Santo Sepulcro há uma elevação rochosa com cerca de 5 m de altura, que se acredita ser o que resta visível do Calvário. A igreja é aceita como o Sepulcro de Jesus pela maioria dos historiadores e a pequena rocha dentro da igreja como o local exato do Monte Calvário, onde a cruz foi elevada para a crucificação de Jesus. Veja também: Relatos de testemunhas oculares sobre a localização do Calvário: O Peregrino de Bordéus (em 333), Eusébio (338), o bispo Cirilo (347), a peregrina Egéria (383), o bispo Euquério de Lyon (440), ‘’Breviarius de Hierosolyma’’ (530), em alemão.

Depois de passar uma temporada na Palestina em 1882-83, Charles George Gordon sugeriu uma localização diferente para o Calvário. O Jardim do Túmulo fica ao norte do Santo Sepulcro, localizado fora da atual Porta de Damasco, em um lugar certamente utilizado para enterros no período bizantino. O Jardim tinha uma penhasco com dois grandes buracos fundos, que o povo dizia serem os olhos da caveira.

O arqueólogo israelense Shimon Gibson, em sua obra “Os últimos Dias de Jesus”, descarta totalmente a localização do Calvário como sendo o de Gordon por um motivo muito simples: o túmulo que lá se encontra, tradicionalmente conhecido como o “Túmulo do Jardim” remonta ao século VII a.C. e a Bíblia relata que o túmulo utilizado para sepultar Cristo tinha sido mandado escavar recentemente na rocha por José de Arimatéia. Assim, prevalece a crença do Calvário e Sepulcro tradicionais, cuja localização foi perpetuada pelos cristãos desde a destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C. e mantida através dos séculos.

O nome Calvário refere-se frequentemente a esculturas ou pinturas representando a cena da crucificação de Jesus, ou uma pequena capela incorporando uma pintura com a cena. Pode também ser utilizado para descrever construções mais importantes, em formato de monumento, especialmente colinas artificiais erguidas por devotos.

     6  * SEPULCRO

Na sequência da destruição de Jerusalém em 70 d.C., o imperador romano Adriano visitou a cidade em 129 – 130, ordenando a sua reconstrução segundo um modelo que visava fazer dela uma cidade pagã chamada Aelia Capitolina. Neste sentido, o imperador ordena que o local identificado com a sepultura de Jesus seja coberto com terra e que nele fosse construído um templo dedicado a Vénus.

Em 313, o imperador Constantino decretou o Édito de Tolerância para com os cristãos (ou Édito de Milão), que implicou o fim das perseguições. Em 326, sua mãe Helena visitou Jerusalém com o objetivo de procurar os locais associados aos últimos dias de Jesus Cristo. Em Jerusalém, ela identificou o local da crucificação (o rochedo chamado Gólgota) e a tumba próxima conhecida como Anastasis (“ressurreição”, em grego). O imperador decidiu então construir um santuário apropriado no local, a Igreja do Santo Sepulcro, no lugar do templo de Adriano dedicado a Vénus. Os arquitetos inspiraram-se não nas estruturas religiosas pagãs, mas na basílica, um edifício que entre os romanos servia como local de encontro, de comércio e de administração da justiça. Em 614, a igreja de Constantino foi gravemente danificada durante um incêndio ocorrido durante uma invasão dos persas sassânidas que roubaram os tesouros da igreja, restando apenas alguns restos escassos dela. A basílica foi reconstruída pelos bizantinos durante a reconquista da cidade por Heráclito.

Em 638, a cidade de Jerusalém, assim como toda a Palestina, passou para as mãos dos muçulmanos. Os primeiros líderes muçulmanos de Jerusalém revelaram-se tolerantes para com o cristianismo. Em 966, as portas e o telhado da igreja foram queimados durante um motim. Em 1009, o califa fatímida Al-Hakim ordenou a destruição de todas as igrejas de Jerusalém, incluindo o Santo Sepulcro, sendo que somente os pilares da igreja, que eram da época de Constantino, sobreviveram à destruição (veja destruição do Santo Sepulcro). A notícia da sua destruição foi um dos factores que estiveram na origem das Cruzadas. Em vastas negociações que variam entre os fatímidas e o Império Bizantino entre 1027 e 1028, foi feito um acordo pelo qual o novo califa Ali az-Zahir (filho de Al-Hakim) concordou em permitir a reconstrução e redecoração da Igreja. A reconstrução foi finalmente concluída com o financiamento da despesa feita pelo imperador Constantino IX e Nicéforo, patriarca de Jerusalém, em 1048. Em 1099, os cruzados conquistaram Jerusalém e tomaram posse dessa igreja que, no seu essencial, é a que existe atualmente. A nova igreja foi consagrada em 1149. Debaixo da igreja encontra-se a cripta de Santa Helena, local onde a mãe de Constantino I afirmou ter encontrado a verdadeira cruz na qual Jesus Cristo teria sido crucificado.

Com o regresso de Jerusalém ao domínio islâmico em 1187, Saladino proibiu a destruição de qualquer edifício religioso associado ao cristianismo. No século XIV, o local começou a ser administrado por monges católicos e por monges ortodoxos gregos. Outras comunidades pediam também a possibilidade de gerir o local (coptas egípcios e coptas sírios). No século XVIII, procedeu-se à reparação da cúpula da Igreja do Santo Sepulcro. Em 1808, um incêndio destruiu o local e a restauração iniciou-se em 1810. Novos restauros ocorrem entre 1863 e 1868. Em 1927, um abalo sísmico em Jerusalém causou graves estragos à estrutura.

2.2.2.0 *INFRAESTRUTURA

2.2.2.1 * Lanchonetes/Restaurantes

Com previsão para a chegada de até 30 mil pessoas que assistirão ao evento ao longo dos oito dias, para atender à demanda de alimentação, serão instalados duas praças de alimentação alternativas a estrutura já existentes na Cidade Santa, com diversos serviços de restaurantes e de lanchonetes. O critério para cessão destes espaços será por licitação, na modalidade da melhor proposta e de acordo com as regras da concedente do espaço da Cidade Santa.

2.2.2.2 * SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

O abastecimento de água potável será efetivado através de caminhões pipa que armazenarão cerca de 100 mil litros diários de água para consumo humano. Outras possibilidades poderão ser levantadas, tais como cooperação da Embasa e perfuração de poços tubulares. A água será destinada a alimentação, sanitários e para ser servida em bebedouros apropriados.

2.2.2.3 * SANITÁRIOS MASCULINO/FEMININO

Serão utilizados 100 sanitários químicos divididos para ambos os sexos.

2.2.2.4 * Posto Médico

A adoção de medidas emergenciais na saúde são fatores primordiais quando se lida com grande público. A par deste conhecimento, este projeto contempla a utilização de um Posto Médico, sendo o posto caracterizado como de Urgência e Emergência equipado com ambulância UTI. Na equipe que ficará de plantão deverão ser escalados, médicos e enfermeiros com treinamento e U&E bem como um(a) Pediatra.

2.2.2.5 * Berçário

Será necessária a adoção de medidas e a construção de berçário que comporte ao menos 25 crianças de vez. A infraestrutura para isso deve ser montada em ambiente construído com exclusividade, ventilado e/ou com ar condicionado. No berçário, que deve ter a composição aprovada por médico pediatra, deverá obrigatoriamente ter à disposição das mães material descartável em quantidade suficientes para emergências. No mesmo espaço deverá ser providenciada a instalação de cadeiras apropriadas para que as mães possam amamentar as crianças com conforto e tranquilidade.

2.2.2.6 * Brigada de Combate a Incêndios

A Brigada de Combate a Incêndios será instalada dentro da cidade cenográfica e deverá ser composta de brigadistas treinados em combate a incêndios, inclusive florestais. Os equipamentos deverão obedecer rigorosamente às normas da ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas. Deverá ser distribuído, no mínimo 01 (um) extintor de incêndio a cada 300 metros de distância um do outro. Toda a equipe, incluindo atores deverá participar de palestras oficiais sobre segurança.

2.2.2.7 *Sonorização

Deverá ser implantado sistema de torres de sonorização, com equipamentos de última geração. Estes equipamentos deverão ser montados de forma a permitir a utilização de som em baixo volume, entretanto com qualidade significativa. Toda a sistemática de captação de voz dos atores deverá ser realizada através de microfones sem fio com retorno através de pontos de audição.

2.2.2.8* Iluminação

A iluminação deverá ser cênica montada nas torres e preferencialmente deverá ficar sob a responsabilidade de empresa sólida e idônea no mercado baiano. As novas tecnologias, especialmente a LED deverá ser empregada. Todo o projeto será abastecido através de grupos geradores com capacidade de atender à demanda do projeto em todas sua estrutura.

3.0*Recursos Humanos

Um projeto da envergadura da Paixão de Cristo na CIDADE SANTA, não comporta amadorismos. Para evitar a desqualificação do projeto com o consequente prejuízo moral e financeiro, tais evidências serão minimizadas com a utilização de mão de obra especializada dentro do seguinte quadro:

Diretoria Geral* 3

Diretoria Executiva *1

3.1 Grupo de Cenografia

2 Cenógrafo

2 Aderecistas

2 Técnicos em Elétrico

2 Técnicos de Sonorização

2 Técnicos em Meio Ambiente

2 Técnicos em Montagens Cênicas

2 Continuistas

3 Coreógrafos

3 Diretores de Cênicos

3.2 Grupo de Saúde

1 Médico

1 Enfermeiro

1 Técnico de Enfermagem

2 Auxiliar de Enfermagem

1 Motorista de Ambulância

3.3 Grupo Ambiental

1 Técnico em Meio Ambiente

1 Auxiliar Técnico

3.4 Grupo de Alimentação

1 Nutricionista

1 Chefe de Cozinha

3.5 Segurança Institucional

1 Oficial de Segurança

2 Sub Oficiais de Segurança

25 Seguranças patrimoniais

5 Seguranças pessoais

10 Brigadistas

1 Técnico em Defesa Civil

3 Motoristas Classe D/E

3.6 Cenotécnica

1 Designer de figurinos

3 Técnicos em sonorização

2 Técnicos em Eletrônica

1 Técnico em Sonorização Digital

1 Técnico Iluminação Cênica

4.0 Dramatização

1 Roteirista

1 Diretor de Dramaturgia

1 Diretor de Elenco

1 Diretor Técnico

10 Contra regras

30 Atores/Atrizes

5.0 Mobilização

2 Veículos leves fechado

2 Veículos utilitários 2/4

1 Caminhão Baú

2 Motocicletas

4.0*Local/Localização

O evento acontecerá em Dias D’ávila, na Cidade Santa, região metropolitana de Salvador há pouco mais de 30 km do aeroporto da Capital, no Espaço ao lado da Via Parafuso e de outras vias de acesso formados pelas BA 093 e BR 324, além da BA 99 (Estrada do Coco) próximo ao um grande complexo hoteleiro.

5.0*Alojamentos

Será firmada com a rede hoteleira e pequenas pousadas da região, uma parceria para hospedagem dos atores convidados e para o elenco em transição, sendo construído nas alegorias, espaços especiais que servirão de ponto de apoio e até de  dormitório dos técnicos e seguranças, com capacidade para um mínimo de 50 pessoas dormirem simultaneamente.

6.0*Agenda

Serão oito apresentações a começar no Domingo de Ramos, terminando no domingo de páscoa, sempre iniciando os espetáculos ao cair da tarde às 19h00. Com termino previsto para as 21:00h, Para o público que quiser ficar no local em repouso, além das atrações das duas praças de alimentação, terão ainda a opção de filmes exibidos em telões e musica ao vivo nas praças de alimentação. No mesmo espaço, ao longo do dia serão promovidas brincadeiras infantis e as crianças terão à disposição um gigantesco parque de diversões ao lado.

7.0*Script especifico

O script com as falas, cenas e todos os desdobramentos do espetáculo estão contidos no Anexo 2 deste projeto, devendo ser analisado, revisado ou reescrito pelo Teatrólogo responsável pelo projeto.

8.0*Trilha Sonora

A trilha sonora do espetáculo bem como a sonorização ambiental estará sob a responsabilidade de especialista e deverá ser supervisionada e aprovada pela diretoria executiva, ouvida o Conselho Gestor do Projeto.

9.0*Mídia

A mídia para o presente projeto será apresentada à parte, não cabendo a sua mostra diretamente aqui por considerar que são medidas temáticas especiais que perderão o brilho caso não mostradas dentro das suas peculiaridades.

Vide Anexo 3

10*Mapas

Todos os mapas e fotografias no Anexo 4

11*“Grupo Entre Em Cena”

O espetáculo será montado de forma a prestigiar a participação de artistas locais, com desempenho para o papel, devendo ser examinado caso a caso. Este projeto contempla também o envolvimento de centenas de figurantes nos atos da apresentação, escolhido de acordo com a vontade de cada um manifestada no ato da aquisição de ingressos.

12*Ingressos / Convites

Os ingressos não serão vendidos, no entanto serão trocados por alimentos não perecíveis em pontos estratégicos distribuído nos balcões de divulgação a critério dos patrocinadores, destinar-se-ão à DOAÇÃO PARA ENTIDADES CARENTES DA REGIÃO E ORGANIZAÇÕES QUE TRATEM DA QUESTÃO “DROGAS” RECUPERANDO PESSOAS CUIDADOS DE IDOSOS E DE CRIANÇA E ESCOLAS PUBLICAS. As deliberações para a liberação dos alimentos arrecadados, pós-espetáculo para as entidades citadas acima, serão tomadas pelo Conselho Gestor do Projeto mediante cadastro próprio das instituições pretendentes.

13*Acessibilidade

As normas NBR sobre acessibilidade são de extrema importância para profissionais envolvidos em diversos tipos de projetos, seja em um projeto arquitetônico, processo de fabricação de mobílias, veículos, adequações de edificações e espaços urbanos, sistemas de comunicação etc… Desta forma, por exemplo, tais normas se tornam indispensáveis a engenheiros, arquitetetos e projetistas.

Não se trata somente de obedecer regras e leis, é uma questão de respeito às pessoas. Sobretudo em órgãos públicos e estabelecimentos (mesmo comerciais) que atendem o publico de modo geral, há situações que podem acabar causando embaraço ou até mesmo prejuízo financeiro ou da imagem da instituição, são coisas que poderiam ser evitadas na origem do projeto, às vezes com medidas simples como uma rampa de acesso, uma porta capaz de entrar uma pessoa em cadeira de rodas ou com muletas, enfim, algo onde as pessoas não se sintam discriminadas e excluídas.

Apesar de quando se fala de acessibilidade muitos lembram de pessoas com deficiência física, vai além disto. Existem pessoas com dificuldade temporária mobilidade, mulheres gestantes, idosos e, mesmo pessoas sem limitação podem passar alguma dificuldade em função de um “produto final” mal feito. E estas normas NBR que estão referenciadas, embora não esgotem o assunto, o trata de forma bem abrangente.

A importância do conhecimento destas normas evita falhas comuns que acabam tornando edificações, móveis, praças etc… projetos problemáticos e de difícil acesso mesmo para a parte da população que não tem limitações de mobilidade, imagine para quem tem algum tipo de deficiência física seja permanente ou provisória.

De acordo com um termo de ajuste de conduta firmado alguns anos atrás, embora não haja impedimento da ABNT de comercializar tais normas, elas se tornaram algo de interesse público, devendo assim estarem disponíveis de forma gratuita e irrestrita a qualquer interessado.

Salientamos que estas normas são de livre acesso, conforme o termo de ajuste e conduta já citado, por isto estão sendo referenciadas aqui. Não enviamos ou indicamos sob qualquer hipótese ou pretexto, outras normas que tenham seu conteúdo protegido de cópia ou redistribuição, normas da ABNT podem ser adquiridas oficialmente no site www.abnt.org.br

Sendo assim, listamos 15 normas NBR sobre acessibilidade, as quais você pode conferir o resumo do que se trata o conteúdo e aplicação da mesma e, baixar de forma gratuita se desejar.

         14*Projetos

14.1 *Engenharia Civil

14.2*Engenharia Ambiental

14.3*Engenharia Elétrica

14.4*Engenharia de Som

14.5*Arquitetura

14.6*Designer Gráfico

14.7*Designer Temático

         15*NORMAS NBR

NBR 9050 »
Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos.

NBR 14970 »
Acessibilidade em veículos automotores (norma em três partes).

NBR 15250 »
Acessibilidade em caixa de auto-atendimento bancário.

NBR 15290 »
Acessibilidade em comunicação na televisão.

NBR 15599 »
Acessibilidade – Comunicação na prestação de serviços.

NBR 15646 »
Plataforma elevatória veicular e rampa de acesso veicular para acessibilidade em veículos com características urbanas para o transporte coletivo de passageiros.

NBR 15655-1 »
Plataformas de elevação motorizadas para pessoas com mobilidade reduzida – Requisitos para segurança, dimensões e operação funcional.

    ANEXO II

   SCRIPT/Falas

Sinopse

É incansável para qualquer escritor descrever a fabulosa história do homem que revolucionou o mundo. A vida e morte de Jesus Cristo, ainda hoje são marcadas pelas suas escrituras deixadas pelos grandes profetas da época.

A história de um homem que deixou ensinamentos de um Deus vivo e fonte de amor.

Já se passaram mais de 2000 anos de seu desaparecimento da terra e ainda hoje se guarda o respeito pela divindade de seu nome.

Jesus Cristo era o filho de Davi prometido ao povo de Abraão.

Narração 1

Um dia… Numa pequena cidadezinha da Galileia, nasceu um menino chamado Jesus… Era filho de uma virgem chamada Maria e um carpinteiro chamado José… Era um tempo muito difícil. Naquela época, o povo vivia momento de repressão; pois Pilatos Governador da Judéia fazia questão de mostrar o seu lado animalesco por causa das cobranças de impostos, tirando das garras daquele povo humilde o que eles não podiam pagar. Fazia quinze anos que Tibério era imperador de Roma. Segundo contos religiosos, Jesus cresceu e aos doze anos afastou-se da família para viver com grandes doutores da lei. A sua volta após muitos anos, tornou-se um caos para muitos que até então, acreditavam em ensinamentos de um Deus de barro ou feito de ouro. Foi surpreendente a aparição de Jesus ás margens do rio Jordão, onde seu primo João Batista pregava um batismo de conversão para o perdão dos pecados, segundo o livro do profeta Isaías.

Como pôde ter acontecido…

CENA1

Telões iluminados e iluminando a origem do universo, escuridão, luz vida, transição, GRITOS de mulheres em seus partos, nos continentes, nos guetos, na selva, CHORO DE CRIANÇA A NASCER…

Um destes nascituros, é o Menino Deus…

A Viagem dos Reis Magos a Jerusalém… Testemunhos do Nascimento de Jesus Cristo

CENA2

Margem do Rio Jordão. (Um misto de Efeitos Especiais HOLOGRÁFICO) – João Batista batiza Jesus Cristo aos olhos de muitos pagãos e diz ver o espírito de Deus descer ele em forma de pomba.

JOÃO BATISTA

(Na parte alta da montanha, quase em berros). Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Como dizia o profeta Isaías… Vós do que clama no deserto, preparai o caminho do senhor e endireitai suas veredas.

Façam coisas para provar que se convertestes e não comecem a pensar. Abraão é nosso pai. Porque eu lhes digo… (Pega algumas pedras no chão). Até destas pedras, Deus pode fazer filhos de Abraão. O machado já está posto nas raízes das árvores e toda árvore que não der bons frutos será cortada e jogada no fogo.

MULHER 1

João… O que devemos fazer para chegar ao pai?

JOÃO BATISTA

Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem… E quem tiver comida faça a mesma coisa…

HOMEM 1

(Severo). Quem és finalmente? O Messias… O prometido filho de Davi?

JOÃO BATISTA

(Responde grosseiramente). Não! Eu sou apenas um mensageiro do Deus vivo que está nos céus… (Molha a cabeça de algum pagão). Eu vos batizo com água para arrependimento… (Pausa. João Batista avista Jesus no meio do povo, vindo em sua direção. Transição). No meio de vós, senhores… Existe alguém mais forte do que eu… E eu não sou digno sequer de desamarrar as suas sandálias… (Empolgado). Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…

JESUS CRISTO

(Se aproximando de João Batista). João… Batiza-me…

JOÃO BATISTA

(Perplexo). Eu é que preciso ser batizado por ti… E tu vens a mim?

JESUS CRISTO

Tudo tem que ser feito conforme a vontade do pai… Faça-se cumprir a profecia do profeta… (João molha a cabeça de Jesus e o mesmo se afasta). Vi sobre ele uma luz em forma de pomba descendo dos céus…

(Empolgado). Este é o espírito de Deus!

VOZ CELESTIAL

Este é o meu filho amado em quem me comprazo… (João Batista o observa se afastando e a cena vai escurecendo gradativamente).

NARRAÇÃO 2

Das margens do rio Jordão, Jesus foi para o deserto onde esteve sem comer e sem beber durante quarenta dias. Por causa do sol causticante, sentiu suas forças fraquejando aos poucos. Quando repentinamente… Satanás apareceu… Neste instante acontece um dos pontos altos do espetáculo com exibição de imagens nos telões que confrontam o homem e suas ambições…

CENA.3

Cansado, Jesus está prostrado em uma pedra, próximo a um precipício e é atentado por satanás, que aparece misteriosamente dando gargalhadas sarcásticas.

SATANÁS

Olhem só quem vejo! (Gargalha ironicamente). Se é mesmo o filho de Deus… (Expõe algumas pedras). Ordena que estas pedras se transformem em pães… (Pausa). Vamos… Estou esperando… Ordena que estas pedras se transformem em pães… (Gargalha).

JESUS CRISTO

Está escrito… Nem só de pão vive o homem… Mas de toda palavra que procede da boca de Deus…

SATANÁS

(Continua gargalhando ironicamente). Hum… Venha aqui… (Puxa Jesus para o penhasco). Se és mesmo o filho de Deus… Lança-te daqui a baixo… Certamente seu Deus enviará anjos para guardá-lo e defendê-lo…(Outra gargalhada).

JESUS CRISTO

Também está escrito… Não tentarás teu Deus e senhor…

SATANÁS

(Gargalha em tom de fúria). Ora… Ora… Estás vendo todo este reino, exércitos imbatíveis… Poder e toda riqueza? (O encara). Eu te darei… Se prostrardes de joelho e me adorares…

JESUS CRISTO

(Severo). Afaste-se de mim, Satanás… Está escrito… Adorarás ao Senhor teu Deus e só a ele servirás… (O satanás desaparece e Jesus continua em oração).

NARRAÇÃO 3

Então Jesus… Começou a realizar seus milagres… Arrebanhou apóstolos… Grande multidão o seguia. Sua palavra mansa transmitia paz e amor. Era ele o profeta do perdão que todos esperavam? Jesus seguiu para as montanhas arrastando grande multidão para ouvir a sua palavra. SERÃO ENCENADOS ALGUNS MILAGRES DE JESUS… como o do Cego de Jericó e o de Lázaro.

CENA.4

Sermão da montanha. Jesus se destaca de todos ficando na parte alta de um morro e ali pregava o seu evangelho através de um belo sermão.

MULHER 2

Olhe ele ali!

JESUS CRISTO

Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus! Bem aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra! Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos! Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem aventurados os limpos de coração, porque verão á Deus! Bem aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus! Bem aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus! Bem aventurados sois, quando por minha causa vos injuriarem e vos perseguirem e mentido disserem, todo mal contra vós! Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus! Pois assim perseguiram os profetas, que viveram antes de vós…

NARRAÇÃO 4

Depois de muito tempo, Jesus chega a Jerusalém montado sob um jumento e é recebido com glórias e muita agitação. O povo com vários ramos nas mãos davam glórias ao Deus do amor, que aquele simples homem tanto pregava; pois acreditavam-nos, que ali, estava o Messias tão esperado. (A cena mostra o povo entrando em Jerusalém gritando glória e acompanhado em procissão Jesus montado sob o jumento).

NARRAÇÃO 5

Havia chegado o dia da páscoa. Jesus reuniu-se com seus apóstolos, numa grande sala preparada para aquele momento de muitas revelações.

CENA.5

Santa ceia. Jesus senta juntamente com seus doze apóstolos para uma ceia larga e comunicar algumas revelações.

JESUS CRISTO

De muito desejava comer essa páscoa convosco… Em verdade vos digo! Que mais tereis oportunidade de tomar outro alimento até que tome assento em meu trono na glória de meu pai… Tomai e comei deste pão… Ele é meu corpo que vos deixo como alimento. Fazei isto em memória de mim… (Reparte o pão para os apóstolos e depois pegou uma jarra de vinho). Bebei deste vinho todos vós! Porque este é o cálice da nova aliança, que contém o meu sangue e que será derramado por vós para a salvação de muitos… (Serve o vinho sempre olhando atentamente para o Judas. Transição). Em verdade vos digo! Um dentre vós me trairá…

THIAGO

Sou eu mestre?

JESUS CRISTO

O que mete a mão comigo no prato… Esse me trairá… (Olhando atentamente para o Judas).

JUDAS (Desconfiado). Acaso sou eu, mestre?

JESUS CRISTO

Tu o disseste! Por que não fazes o que tens de fazer, Judas? (Judas sai de cena desconfiado). Em verdade vos digo! Esta noite todos vós escandalizareis comigo… Porque tudo está escrito!

PEDRO

Ainda que venha ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim, senhor!

JESUS CRISTO

Pedro… Tu me amas?

PEDRO

Claro que sim, mestre! Mas por que me perguntas?

JESUS CRISTO

Tens certeza que me amas realmente?

PEDRO

Há dúvidas do amor que deponho a ti, mestre?

JESUS CRISTO

Em verdade vos digo! Que nesta mesma noite! Antes que o galo cante… Tu me negarás três vezes!

PEDRO

Não, senhor! Ainda que me seja necessário morrer contigo… De nenhum modo te negarei… (Música sobe e Jesus Cristo olha atentamente para Pedro. A luz vai diminuindo em resistência).

NARRAÇÃO 6

O príncipe dos sacerdotes e os anciãos do povo, reuniram-se com Caifas o sumo sacerdote, procurando um meio para incriminar a Jesus, cuja fama estava se espalhando por toda região… Não sabiam eles que a solução do problema estava bem ali, vindo em sua direção… Judas Scariordes chegava o afã de fazer o ato de traição ao mestre, este que já sabia de sua sina.

CENA.6

Templo dos sacerdotes. Os anciãos se reúnem com caifás para falar á respeito de Jesus e Alertá-lo para o problema que ronda as suas cabeças.

CAIFÁS

Estamos correndo um grande risco! Pois vocês sabem o que esse Galileu o tal Jesus vem fazendo…

ESCRIBA 1

O perigo ronda as nossas cabeças… Temos que usar de nossa influência para acabar com esse agitador…

ESCRIBA 2

Precisamos encontrar um meio para acabar com ele! Mas tem que ser dentro da lei… Com julgamento e tudo…

CAIFÁS

É! Ele está se tornando perigoso… Muita gente já está o seguindo… (Mais alguns do templo se aproximam).

ANCIÃO 1

(Tenta ultrapassar os guardas). Com licença, Eminência! Temos sérias denúncias a fazer!

CAIFÁS

Entrem! Acalmem-se! Não vejo motivo pra tanta preocupação…

ANCIÃO 2

Há dois dias que vimos a pregação de Jesus! E ele está dizendo coisas absurdas sobre a nossa lei…

ANCIÃO 3

Ele está dizendo que vai colocar fogo no mundo… Disse que não veio trazer a paz… Mas, a espada! Quer dividir o homem! Será pai contra filho e filho contra pai…

ANCIÃO 2

E tem mais… Disse que o reino de Deus é dos pobres…

ANCIÃO 1

Ele não respeita o sábado quando não se pode fazer absolutamente nada…

ANCIÃO 3

Sabe o que ele diz aos ricos? Que é mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos céus…

CAIFÁS

(Furioso). Mas é um absurdo! Nossa riqueza é dádiva de Deus! Os pobres são pobres, porque são pecadores…

ANCIÃO 2

Até com uma samaritana ele conversou, Eminência! Se contar que algumas prostitutas também o acompanhavam…

ESCRIBA 1

Realmente precisamos acabar com ele… Para não corrermos o risco de sermos depostos de nossos tronos… (Judas tenta ultrapassar os guardas e é segurado).

JUDAS

Deixe-me entrar… Deixe-me entrar! Eu preciso falar…Tenho notícias a respeito de Jesus!

CAIFÁS

Mas o que está acontecendo por aqui? Não se fala outro assunto a não ser esse tal Jesus? Deixe-o entrar… (Ordenando os guardas). O que sabes a respeito desse tal Messias?

JUDAS

Eu sei aonde podes encontrá-lo… Vim fazer uma negociação… Eu vos lhe entregarei… Por um bom preço, é claro…

CAIFÁS

E quanto desejas para este trabalho?

JUDAS

Por trinta moedas de prata! Mas temos que fazer depressa… Ele sabe que vai ser traído e sabe que o traidor sou eu… Ele está indo ao Getsemani!

CAIFÁS

E como vamos conhecê-lo?

JUDAS

Aquele que eu beijar na face… É o Jesus de Nazaré…

CAIFÁS

Combinado! (Entrega as moedas ao Judas). Aqui estão moedas… (Judas sai feliz).

CENA.6

Jesus para no Getsemani para descansar e os apóstolos adormecem. Jesus se desespera com a aproximação dos homens da lei para prendê-lo.

JESUS CRISTO

Sentai-vos aqui enquanto eu vou orar… Pedro, Thiago, João… Venham comigo! (Todos estão dormindo). Minha alma está triste até a morte! Ficai aqui e vigiai comigo! (Observa que todos estão dormindo). Meu pai! Se for possível, afaste de mim este cálice! Todavia não se faça a minha… Mas a tua vontade! (Quase em desespero). Pedro… Então nenhuma hora pudestes vigiar comigo para que não entreis em tentação? O espírito na verdade já está pronto… Mas a carne é fraca! (Lamento). Meu pai! Se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba… Faça-se a tua vontade! (Com os apóstolos). Ainda dormes e repousais…

Eis que é chegada a hora… E o filho do homem está sendo entregue nas mãos de pecadores… (Implorando).

Levantai-vos… Vamos… Eis que o traidor se aproxima!

NARRAÇÃO 7

Falava ele ainda! E eis que chegou Judas… Um dos doze e com ele grande turba com espadas e cacetes, vinda da parte dos principais sacerdotes dos anciãos do povo…

JUDAS

Salve Jesus filho de Davi! (O beija na face e os apóstolos acordam).

JESUS CRISTO

É com um beijo que tu vens trair o filho do homem? (Os soldados prendem a Jesus e Pedro pega a espada).

PEDRO

(Irritado). Soltem o mestre, seus vermes! (Corta uma orelha de um dos guardas, que grita de dor).

JESUS CRISTO

Guarda a espada, Pedro! Quem usar da espada para ferir… É pela espada que será ferido! (Jesus cura o soldado, colocando a sua orelha no lugar).

SOLDADO

(Feliz). Minha orelha! Ela está no lugar! É milagre! Milagre! (Causa tumulto entre o povo).

JESUS CRISTO

Essa é a hora do poder das trevas! Se é a mim que procurais, deixai ir os outros… (Jesus é levado pelos guardas romanos).

NARRAÇÃO 8

E os que prenderam a Jesus o levaram a casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunidos os escribas e os anciãos. Pedro por sua vez, o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote e tendo entrado, assentou-se entre os serventuários para ver o fim.

CENA.8

Jesus diante de Caifás é interrogado e humilhado pelos homens de coração frágil do templo.

CAIFÁS

És o cristo o filho de Deus?

JESUS CRISTO

(Com a voz demonstrando um cansaço). Tu o dizes…

CAIFÁS

(Aos berros). Blasfêmia! Para que desejamos ainda testemunhas?

ANCIÃO 1

É verdade! Nós temos aqui algumas testemunhas, que ouviram o que ele disse ao povo!

MULHER 1

Eu vi ele com as prostitutas…

MULHER 2

Ele fez milagres sem a autorização dos sacerdotes…

MULHER 3

Eu o vi condenando os ricos e os chamando de injustos…

MULHER 4

Eu ouvi este homem falar que destruiria o templo e em três dias o reconstruiria…

CAIFÁS

Nada respondes o que estes depõem contra a ti? Eu tesconjuro pelo Deus vivo, que nos diga se és o cristo filho de Deus!

JESUS CRISTO

Tu disseste! Entretanto vos declaro… Que desde agora vereis o filho do homem assentado a direita do todo poderoso! E vindo sobre as nuvens do céu!

CAIFÁS

(Com ódio). Profetiza-nos oh cristo… (Bate fortemente na face de Jesus). Quem é que te bateu? (Pausa)…

Não vais falar? (Jesus continua calado). Então levem-no a Pilatos! Precisamos tomar uma decisão com relação a este malfeitor! (Mais irritado ainda). Vamos… Levem-no… (Levam Jesus da sala e passam pelo Pedro).

MULHER 5

(Com o Pedro)., Este aqui também estava com o nazareno!

PEDRO

(Com muito medo). Mulher… Não faça isso… Eu não o conheço

HOMEM 1

Não queira disfarçar… És também um deles…

PEDRO

(Morrendo de medo). Não… Vocês estão enganados… Por certo me confundiram com alguém… Eu não estava com ele…

HOMEM 2

De fato! Este aqui também estava com o tal Jesus! Porque ele é Galileu…

PEDRO

Mas eu não sei do que estás falando… Eu já disse… Eu não conheço este homem… (Pedro ouve o galo cantar

e lembra das palavras de Jesus Cristo).

JESUS CRISTO

(Em OFF). Antes que o galo cante… Tu me negarás três vezes…

NARRAÇÃO 9

Então Judas o que o traiu… Vendo que Jesus fora condenado. Tocado de remorso devolveu as trinta moedas

de prata aos principais sacerdotes e anciãos do templo e depois se entrega para os braços da morte, pendurado em uma árvore, mesmo antes de ver seu ato de traição se consumar.

CENA.9

Templo dos sacerdotes. Um ancião acha estranho um desconhecido se aproximar pelos cantos como um cão desconfiado.

ANCIÃO 4

Quem és?

JUDAS

(Quase em choro). Sou eu… Judas… Um renegado…

ANCIÃO 5

O que desejas? Não já te pagamos? O que queres mais?

JUDAS

(Chorando). Vendi um justo! (Em revolta joga as moedas aos pés dos anciãos). Toma este maldito dinheiro que me queima as mãos…

CAIFÁS

Não lhe devemos mais uma moeda sequer… Infelizmente não podemos botar no cofre das ofertas, porque o preço é de sangue…

JUDAS

(Aéreo em tom de arrependimento). Ele não merecia! (Aos berros). Porcos imundos! Vocês me enganaram! ((Transição arrependido). Pequei!

CAIFÁS

Ah! Não podemos fazer nada por você! Agora se retire daqui!

JUDAS

(Lamento). Ele é o prometido… Filho de Davi! Pequei entregando a morte um sangue inocente!

CAIFÁS

O que temos a ver com isso? O problema é seu! Como eu já disse, retire-se daqui!

JUDAS

Eu não mereço a vida! Eu sou um traidor! Isto não vai ficar assim… Isto não vai ficar assim… Eu prefiro a morte do que ver um inocente pagando um alto preço injustamente! E por causa de mim… Eu prefiro a morte… (Sai alucinado). Eu prefiro a morte! Eu prefiro a morte! Eu prefiro a morte… (Sai ás pressas repetindo a mesma frase. Pausa. A sonoplastia libera um grito de horror do próprio Judas, que se funde com a música de narração).

CENA.10

Salão de festa do imperador Pilatos. Jesus é colocado diante do grande imperador para interrogações. Um tumulto povoa o império. Vários anciãos invadem o palácio, levando o mestre Jesus.

PILATOS

(Bate palmas). Parem a festa… Parem a festa… (Todos ficam em silêncio. Transição com os anciãos). Que algazarra estão fazendo aqui no meu palácio!?

ANCIÃO 2

Oh! Grande Pilatos! Sei que não é o momento de incomodares! Mas é que temos notícias ameaçadoras para a Judéia!

PILATOS

Espero que realmente seja de extrema importância o assunto a que vieste tratar aqui… Pois acabastes com a minha festa! (Pausa e olha atentamente para Jesus Cristo. Transição). Quem é este homem?

ANCIÃO 1

Este homem Pilatos! É um mal feitor… Que se diz rei dos Judeus! E por isso trouxemos para tua presença!

PILATOS

(Com Jesus Cristo). É verdade isto que os meus ouvidos acabaram de ouvir? És tu, o rei dos Judeus?

JESUS CRISTO

(Suspira fortemente). Tu o dizes!

PILATOS

Não ouves quantas acusações te fazem? (Se aproxima dos anciãos). Apresentaste-me este homem como agitador do povo; mas, tendo o interrogado na vossa presença, nada verifiquei contra ele dos crimes que o acusares… Portanto, após castigá-lo, soltá-lo-ei!

ANCIÃO 2

(Enfurecido). Ele deve morrer! (Todos se agitam. Alguns falam em favor de Jesus, mas, a maioria pede para soltar Barrabás)

POVO1

Por que não solta Barrabás! Soltem Barrabás!

PILATOS

Ah! Então é Barrabás que vocês querem? (Bate palmas e ordena). Tragam Barrabás! (Transição com Jesus).

Que mal fez este homem? De fato não encontrei nada contra a ele para condená-lo a morte… (Transição).

Está aí o que vocês pediram… Quem quer que o solte… Jesus o Nazareno ou o Barrabás o ladrão?

POVO 2

(Aos berros). Barrabás (Todos agitam).

PILATOS

O que farei então com Jesus o cristo?

POVO 3

Crucifica-o… Crucifica-o…

PILATOS

Mas hei de crucificar o vosso rei?

MULHER 6

Não temos outro rei se não a Cezar…

PILATOS

(Ordem). Tragam-me uma bacia com água! (Pausa. Transição). Eu lavo minhas mãos do sangue deste justo… E fique o caso convosco… Levem-no daqui! (Os guardas levam Jesus).

CENA.10

Pátio da guarda. Os guardas caçoam de Jesus e lhe dão uma coroa de espinhos

GUARDA 1

(Zombaria e gargalhadas, os guardas empurram a Jesus um jogando para o outro). Ele disse que era o filho de Deus!

GUARDA 2

Manda teu Deus te libertar oh filho do altíssimo!

GUARDA 3

Disse até que é rei dos Judeus… (Deboche). Jesus… O rei dos judeus! (Transição). Vamos rei… Dê as ordens! Afinal de contas somos os seus servos!

GUARDA 2

Ora, ora! Um rei sem coroa não é rei… Que tal pegarmos uma coroa para homenagear o grande rei?

GUARDA 3

Não devemos esquecer-nos do cetro e do manto… Afinal… Um rei sem cetro e sem manto não é rei!

GUARDA 1

Jesus de Nazaré! Rei dos judeus… Está aqui a sua coroa!

GUARDA 3

Olhe aqui seu cetro e seu manto oh grande rei! (Transição). Pronto! Ele agora está com dignidade de uma majestade!

GUARDA 2

Com essa fantasia toda, tá mais parecendo um manequim de carnaval… (Entra uma música envolvente e a mulher de Pilatos observa a Jesus de longe).

MULHER DE PILATOS

Pilatos, não julgue este homem! Já tenho escutado falar dele e sei que é homem justo!

PILATOS

Já lavei as minhas mãos! O seu próprio povo o condenou! (Transição). Por que o defendes tanto mulher?

MULHER DE PILATOS

Eu tive um sonho lindo! E no meu sonho, este homem estava rodeado de anjos e muita luz! (Transição amável). Olhe para ele Pilatos! Não vês que este homem fala ao coração? (Pilatos se aproxima de Jesus Cristo).

PILATOS

Que fizestes? Até então não compreendo o motivo de teu próprio povo te entregar a mim… (Transição).

És rei realmente?

JESUS CRISTO

(Com a voz muito debilitada). Sim… Eu sou rei! Mas o meu reino não é deste mundo! Se o meu reino fosse deste mundo, meus súditos certamente teriam lutado para que eu não fosse entregue… (Música sobe).

NARRAÇÃO

Segundo alguns escritos… Seguia numerosa a multidão até gólgota… A fim de sacramentar o que os profetas já previam. Jesus foi levado ao calvário e o seu sofrimento estava por certo chegando ao fim.

CENA.12

Jesus arrasta sua pesada cruz pelas ruas de Jerusalém. A multidão dificulta a passagem. Maria em prantos tenta se aproximar do seu filho.

MARIA

(Em prantos). Meu filho! Querem matar o meu filho…

MARIA MADALENA

(Tentando também se aproximar). Deixe-me passar… Deixe-me passar… Jesus… Jesus… (Chorando). Por que fizeram isto? Ele é o filho de Deus! Jesus! (Seca o rosto de Jesus com uma toalha).

GUARDA 1

(Puxa a mulher á força). Afaste-se mulher!

CENA.13

A chegada de Jesus no calvário. Jesus é pregado na cruz aos olhos de seu povo.

GUARDA 3

Não és o grande rei? Onde está teu pai que está nos céus?

GUARDA 2

Desce da cruz oh rei dos judeus! Rei dos reis…

JESUS CRISTO

(Lamento). Pai… Perdoai! Eles não sabem o que faz…

LADRÃO 1

Se és o cristo… O salvador que todos falam… Liberta-se dessa cruz e tira-nos daqui também…

LADRÃO 2

Não temes a Deus? Nós recebemos o que merecemos! Mas este homem… Não fez mal algum! (Transição).

Senhor… Lembra-te de mim quando tiveres no teu reino…

JESUS CRISTO

(Arfando). Hoje mesmo estarás comigo na casa do pai… (Transição com a Maria e o Thiago). Mulher… Eis aí o teu filho… Filho… Eis aí a tua mãe! (Transição). Tenho sede…

LADRÃO 3

(Com ironia). O rei tem sede… (Gargalha).

JESUS CRISTO

(Grita agonizando). Meu Deus! Por que me abandonaste? Tudo está consumado! Geme). Pai… Em tuas mãos… Entrego o meu espírito! (Música sobe trovões e relâmpagos dão riqueza a cena. Música envolvente sobe. Tiram Jesus da cruz que fica nos braços de Maria).

NARRAÇÃO

Ao cair da tarde, veio um homem rico de Erimatéia chamado José… Que era também discípulo de Jesus!

Reuniu-se com Pilatos a fim de guardar o seu corpo em um sepulcro, pertencente a família daquele bom homem. Jesus foi colocado no sepulcro e vigiado por guardas de Roma. No findar do Sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e Maria sua mãe, foram ver o sepulcro.

CENA.14

Maria Madalena e Maria mãe de Jesus se aproximam do sepulcro e ambas tem o maior susto.

MADALENA

Olhe só… O sepulcro está aberto… Roubaram o corpo do mestre! (Ambas se assustam quando ver a presença inesperada de um anjo).

ANJO

Não temais! Por que procuras o que está entre os mortos? Ide dizer aos outros que o mestre ressuscitou… E brevemente estará à direita do pai que está nos céus… (O anjo desaparece).

CENA.14

A ressurreição de Cristo e o fim do espetáculo. Jesus vai subindo aos céus e deixa a mensagem para os espectadores.

JESUS CRISTO

Estou indo para a casa de meu pai preparar o caminho para todos aqueles de bom coração! Reúnam em meu nome… E estarei presente nas horas de maior aflição. Eu dou a minha paz a todos vós… Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei… E que Deus abençoe a todos… (As luzes se apagam, chegando o fim do espetáculo).

FIM

Texto: Paixão e Martírio de Cristo